A Igreja “Gereja Kristen Indonésia” (GKI), na cidade de Bogor, entrou com um recurso de discriminação religiosa na unidade das Nações Unidas de Relatos Especiais sobre a liberdade de religião ou crença. A afirmação vem dos próprios dirigentes da Igreja.
Desde 11 de abril deste ano a congregação realizou cultos sob sol escaldante em frente da igreja fechada pelo prefeito. O pastor da igreja, o reverendo Ujang Tanusaputra, disse a agência de notícias cristãs Compass Direct que a igreja construiu um edifício e recebeu uma autorização oficial do governo para realizar os cultos. “Embora tenhamos toda documentação em ordem, o prefeito moveu uma ação contra a igreja, pela construção ainda não estar 100% concluída e venceu. Não estamos autorizados realizar nossos cultos no prédio da igreja”, afirma.
O andamento da construção da igreja estava indo bem, até que um grupo de muçulmanos extremistas começaram a protestar contra. Autoridades do governo interditaram a construção sob a pretensão de apaziguar a fúria dos muçulmanos. Jayadi Damanik, um dos membros da equipe jurídica da igreja, disse que o governo quer que as pessoas obedeçam à lei, mas o próprio governo não está respeitando a regra do direito que os cristãos receberam de adorarem no prédio próprio.
Em Bekasi, no dia 20 de junho, funcionários do governo também interditaram uma casa onde eram realizados cultos da igreja Kristen Batk Protestan Podok Timur Indah. O pastor da igreja, o reverendo Luspida Simanjuntak, disse que havia tentado conversar com o governo, mas a pressão de organizações islâmicas, incluindo a Frente de Defensores Islâmicos foram tão fortes que o governo não poderia ficar de pé para eles.
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INDONÉSIA: CONSTRUÇÃO DE IGREJA É INTERDITADA
Em 21 de maio, os membros da Igreja Cristã da Indonésia (GKI) informou à Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que autoridades locais interditaram a construção do edifício da GKI em Bogor City. Essa informação chegou até a Missão A Voz dos Mártires através da agência de notícias Indonésia kompas.
Membros da igreja disseram à CNDH que, anteriormente, funcionários do governo local tinham proibido as atividades cristãs. Em seguida, revogaram a licença para a construção do templo. Inconformados, os cristãos procuraram o diretor de investigação da Comissão de Direitos Humanos, Johny Nelson Simanjuntak, pedindo uma investigação sobre o caso.
“Há um esforço enorme para impedir e proibir os cristãos de realizarem seus cultos e construir seus templos de oração”, disse Simanjuntak. Ele continua: “Todos os procedimentos legais de construção já foram cumpridas pela igreja. Eles haviam recebido a autorização do governo local”. Ele acrescentou que a CNDH entrou em contato com o governo, ainda não recebeu uma resposta.
O secretário geral da GKI, Pastor Gomar, disse que a igreja também está em busca de uma solução legal para retomar a construção da igreja. “Nós tínhamos licença para a construção e ela nos foi tirada. Vamos lutar para conseguir outra licença e continuar o nosso trabalho de construção e realização de cultos”, afirma.
A CNDH comprometeu-se a investigar tanto o fechamento da igreja quanto à intimidação aos crentes nessa área. A Missão A Voz dos Mártires incentiva você a orar para que esses irmãos em Cristo consigam o alvará para continuarem a construção e esse problema seja resolvido. Ore para que os cristãos permaneçam fieis nesse período de turbulência.
INDONÉSIA: LEI DE BLASFÊMIA CONTINUA VALENDO
Sete organizações de direitos humanos entraram com pedido de revogação da lei de blasfêmia na Indonésia, mas o pedido foi negado pelo Tribunal Constitucional da Indonésia.
A lei de blasfêmia entrou em vigor em 1965, em uma decisão que restringiu o reconhecimento do governo a apenas seis religiões oficiais: islamismo, budismo, hinduísmo, confucionismo, catolicismo e protestantismo. O Código Penal da Indonésia impõe a pena máxima de cinco anos para quem blasfemar contra qualquer uma dessas seis religiões. Muitos líderes religiosos já foram condenados e presos por blasfêmia.
Até mesmo o ex-presidente Abdurrahman Wahid, morto em dezembro de 2009, juntamente com três estudiosos muçulmanos, entrou com o pedido da revogação desta lei e também não conseguiu alcançar seu objetivo.
Mervyn Thomas, diretor da Christian Solidarity Worldwide (CSW), afirma: “Estamos profundamente desapontados pela decisão do Tribunal, que representa um grande retrocesso na liberdade religiosa. A Constituição da Indonésia garante a liberdade religiosa, mas a lei de blasfêmia do Código Penal viola a própria Constituição do país. Pedimos que o governo indonésio considere a revogação dessa lei, que desrespeita a liberdade religiosa, contribui para a tensão e conflito e prejudica a democracia do país e a reputação internacional”.
Ore em favor desta causa.
INDONÉSIA: MUÇULMANOS INTERROMPEM CONSTRUÇÃO DE IGREJA
No dia 12 de março, mesmo dia em que a Igreja Cristã da Indonésia (GKI) foi obrigada a fechar por ordens de oficiais do governo, manifestantes liderados pelo Fórum Islâmico Unido (FUIB) bloquearam a entrada da cidade de Citra Garden, exigindo que a construção de uma igreja cristã fosse interrompida. Eles basearam suas exigências na alegação de que a obra não tinha a permissão dos moradores locais. Porém a igreja possuía a permissão oficial e já estava em obras há várias semanas.
O documento que permite a construção foi apresentado para os muçulmanos, mas eles disseram que os cidadãos não concordavam com a construção do templo.
A igreja pertencia ao distrito de Cengkareng, mas cresceu muito e foi necessário construir outro templo. “Atualmente a igreja conta com cerca de 20 mil pessoas, graças a Deus. A primeira igreja está pequena para comportar tanta gente. Precisamos de um novo lugar”, disse o reverendo Peter Kumiawan Subagyo.
A permissão de construção foi alcançada normalmente e todas as assinaturas dos moradores foram garantidas. O governo da província de Jacarta aprovou o documento, que foi publicado na imprensa oficial no dia 18 de janeiro.
Logo após a aprovação do documento, o comitê de construção da igreja começou a trabalhar. A obra já estava encaminhada quando os muçulmanos começaram a protestar em nome dos cidadãos.
O líder da igreja, Albertus Suriata, ficou surpreso e disse que a congregação nunca teve problemas com a população local. “Nós temos um bom relacionamento. Não acho que alguém próximo à igreja tenha alguma objeção. Suspeitamos de pessoas de outros vilarejos.”
Suriata afirma que a obra não ficará parada. “Nós já começamos a obra. Teremos que interrompê-la por causa dessas manifestações? Além disso, possuímos a permissão do governo.”
Vamos orar para que a igreja possa ser construída e que aqueles que se opuseram à construção possam conhecer Jesus Cristo.
INDONÉSIA: IGREJAS QUEIMADAS
Em 22 de janeiro, duas igrejas em construção no Norte de Samatra, Indonésia, foram queimadas por supostos extremistas islâmicos, de acordo com a agência de notícias cristãs Compass Direct News.
Lubis, reverendo da igreja Kristen Huria Batak Protestan (HKBP), disse que os agressores vieram de fora para destruírem os edifícios das igrejas. Além da HKBP também foram danificados os prédios das igrejas Sibuhuan Pentecostal e Padang Lawas Residency. “Centenas de pessoas chegaram em motos e incendiaram as igrejas que, graças a Deus, estavam vazias”, relatou o reverendo Lubis.
Louvado seja Deus por nenhum crente ficar ferido nos incêndios. Os dirigentes dessas igrejas relataram que muitos crentes na área fugiram, temendo por sua segurança.
A Missão A voz dos Mártires apóia e incentiva os crentes indonésios de várias formas, especialmente na distribuição de literatura cristã, a principal necessidade dos líderes na disseminação do Evangelho de Cristo. Louvado seja Deus pela fé inabalável destes crentes indonésios.
INDONÉSIA: PROTESTOS PARA FECHAMENTO DE IGREJA
Na província de Java Oriental centenas de muçulmanos organizaram um protesto para pedir pelo fechamento do templo em uma tentativa de demonstrar a oposição local.
Representantes de 16 organizações muçulmanas, incluindo os radicais da Frente de Defesa Islâmica (FPI), se reuniram no dia 15 de fevereiro para pedir a suspensão de todas as atividades religiosas realizadas pela Igreja Protestante Galileia (GPIB) na cidade de Bekasi.
O pastor M. Telepta disse ao Compass que a igreja possui a permissão legal dos moradores e oficiais para realizar cultos desde 1992.
“Desde o início, temos a permissão para cultuar; tanto do governo quanto dos vizinhos”, diz o pastor. “Nós recebemos a permissão para construir o templo e o aval do prefeito de Bekasi. Também recebemos a liberação do Fórum para harmonia inter-religiosa em Bekasi.”
Em um dos protestos, o líder da filial da FPI em Bekasi, Murhali Baeda, tentou contestar a status legal da igreja Galileia, dizendo à ANTARA, agência de notícias oficial do governo indonésio, que ele tinha “certeza” de que “alguns templos na área não possuíam a permissão completa”.
“Isso fica provado pelo grande número de pôsteres e banners colocados nos becos e locais públicos rejeitando a presença dessas igrejas”, disse Murhali.
Um decreto para juntas missionárias promulgado em 1969 e revisado em 2006 requer a assinatura de mais de 60 vizinhos e uma permissão das autoridades locais para se construir um templo cristão na Indonésia.
Os representantes das organizações muçulmanas gritavam: “Não permitimos que existam igrejas nessa região”, e carregavam cartazes com escritas “Nós, fiéis muçulmanos, rejeitamos a presença de igrejas”, e “Cuidado com a ‘cristianização’ nessa área”.
Murhali também acusou a igreja de “cristianizar” os moradores ao distribuir alimento e “vender os suprimentos básicos a preços reduzidos”. Ele afirma: “A igreja está distribuindo esse material como incentivo para que as pessoas recebam Jesus como seu Salvador. Soubemos de várias pessoas que aceitaram essas distribuições”.
“Durante a noite, a adoração ao Deus deles em forma de música perturba o sono das pessoas”, ele afirma.
O pastor nega qualquer tentativa de “cristianizar” as pessoas. “Nunca distribuímos alimento ou outros suprimentos”.
“Nossos cultos continuarão normalmente, apesar dos protestos”, declara o pastor.