MÉXICO: ACUSADOS DE LIDERAR MASSACRE SÃO LIBERTADOS
Nesta quinta-feira a Suprema Corte do México ordenou a libertação imediata de 22 homens acusados de participar do massacre de 45 índios na comunidade de Acteal, no sudeste do país, em 1997. A decisão foi tomada depois que os juizes consideraram que os acusados receberam a sentença com base em provas e testemunhos falsos, fabricados pelos advogados da acusação.
Além disso a Suprema Corte afirmou que a Procuradoria Geral da República, que apresentou as provas, e os juizes que emitiram a sentença inicial, violaram os direitos dos acusados. De acordo com os juizes os suspeitos não tiveram representação legal adequada e seus direitos constitucionais foram violados. Porém não foi determinada inocência a nenhum dos acusados. Porém não nenhum dos incriminados recebeu a sentença de inocente. “O que se determina é que os acusados não tiveram um processo devido, o que não equivale a um pronunciamento sobre se são ou não inocentes”, disse o juiz José Ramón.
Eles foram considerados culpados de participar de um grupo paramilitar que matou 45 indígenas no Estado de Chiapas, em 1997. Na época, rebeldes zapatistas realizaram protestos contra o governo mexicano no Estado. Representantes da sociedade civil advertiram que a libertação destes homens abre a possibilidade de que a violência regresse à região.

